.

Marcadores

Mostrando postagens com marcador Histórias reais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Histórias reais. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de janeiro de 2013

Quase nada mudou!


"A mídia local televisiva tem alertado: Quase nada mudou!"

Ante-ontem dia 11 de janeiro de 2013, completou 2 anos do acontecimento considerado uma das maiores tragédias brasileiras: A tragédia da região Serrana do Rio de Janeiro!
Nova Friburgo - Rj, um dos lugares mais afetados, tem sido lembrada nesses últimos dias. E as denúncias de abandono e de ineficiência das ações públicas em relação a tragédia continuam!
Assisti em uma reportagem da tv local da região dos lagos, a entrevista de alguns moradores, que falaram na dificuldade em conseguir mesmo após 2 anos, auxílio para reconstrução de suas vidas!
Claro que algumas ações governamentais foram feitas à respeito, mas, segundo os mesmos, "quase nada mudou!"


     (Nova Friburgo/janeiro 2011)

É com uma certa tristeza que relato isto neste post porque estive lá junto com tantos outros voluntários e vimos muitas destas coisas de perto!

Muita gente ainda continua sem lar, muitos locais ainda não puderam ser limpos e dragados. Córregos mudaram de fluxo permanentemente, deixando muitos sem ter onde reconstruírem seus lares.
Sei que o tempo não voltará, e o que se perdeu infelizmente não retornará!


Mas aqui fica minha mensagem aos amigos de Nova Friburgo:
Tempos melhores virão, força e que Deus os abençoe!
Um enorme abraço:
Fabio Silms!



Outras postagens do tema:
O cenário que vi I        







sábado, 12 de maio de 2012

O Cenário que vi II (Reedição)



Hoje enquanto preparava o material deste artigo,
revi algumas fotos do desastre e fiquei um pouco triste.
Mas por outro lado, lembrei de alguns amigos que deixei lá e resolvi
que tenho que voltar um dia!
Não vou escrever muito mais sobre este tema, pois já foi publicado com detalhes.

Porém como prometi, aí está algumas fotos em continuação à primeira postagem.


                             (da esq. p/dir. Gm's Fabio e Marcelo/prainha)

  
        (conj. resid. na prainha/resgatamos 4 corpos)    

                        (movim. intensa de viaturas)

 
    (poeira, mau cheiro e ar infectado/motivo do uso de máscaras)  

   
                                              (Cenário de destruição total)

                               (apoio nos resgates/gm Márcio Araújo)    

                (trabalho social com enfermeiro Renard/
             um pouco de alegria cai bem nessas horas)

        (galera da igreja/ aquela comida gostosa feita c/ carinho,
         grande abraço!)

 
                 (Cooperação/forças diferentes trabalhando juntas/
                                       G.M. e Marinha do Brasil)
      









O cenáro que vi I (Reedição)



           (Foto da localidade de Prainha, Nova Friburgo - Rj)
*Nota: Hoje estou republicando neste Blog, este post que servia de arquivo pessoal.
Faz 1 ano e 4 meses, dessa experiência que marcou nossas vidas e as vidas daqueles que viveram
 de perto essa tragédia!



“Parece cena de guerra. O caos no trânsito, a destruição e o desespero das pessoas mostra claramente que o que aconteceu ali não podia ser chamado meramente de natural!”


Dia 16 de janeiro de 2011. A guarda municipal de Macaé foi convocada
a auxiliar com um corpo de voluntários no desastre de Nova Friburgo.
Aceitamos e subimos a serra com um grupo de 20 homens,
a maioria do G.P.A (Grupamento de Proteção Ambiental) ao qual eu pertenço.
Logo na chegada na Serra, já podíamos visualizar alguns deslizamentos em
algumas encostas.
Mas começamos a sentir o clima de destruição ao entrarmos na cidade. 
O trânsito lento, nos fez levar 2:40hs para chegar ao
nosso destino que era um lugarejo chamado Conquista.
O cheiro forte e a poeira atrapalhavam a respiração, por isso tivemos que usar
máscaras quase todo o tempo.
“Parece cena de guerra. O caos no trânsito, a destruição e o desespero
das pessoas mostra claramente que o que aconteceu ali não podia ser
chamado meramente de natural!
(um colega falava com familiares ao telefone)
Chegamos ao lugarejo. Fomos muito bem recebidos pelos moradores locais, que apesar de tanto sofrimento vivido, insistiam em nos acomodar da melhor forma possível.
Foi cedida uma loja grande com água potável e banheiro
que serviu de base p/ nossas operações.
Fazíamos nossas refeições em uma igrejinha evangélica em frente,
que também cumpria seu objetivo ali com muito carinho, que era alimentar
voluntários e desabrigados que ficavam próximo a localidade.
Então fomos para o campo trabalhar.
O cheiro era horrível, uma mistura de odor de cemitério (flores velhas),
com de carne em decomposição.
Descemos em um lugar chamado “Prainha” onde retiramos dois corpos
de crianças, auxiliados por um policial civil perito em necropsia.
Confesso que a imagem ficará durante algum tempo em minha memória.
Apesar de já ter visto muitas coisas trabalhando na rua, nada que abale
mais um pai, do que esse tipo de cena com crianças!
Levamos 4 dias no local. Os outros dias não foram diferentes. Conhecemos
várias histórias de superação e força, apesar do sofrimento de quem foi
atingido pelo desastre, chegava muita ajuda de fora da cidade e até do país.
Não vou esquecer o carinho em que fomos tratados! No meio da dor,
fiz amigos que aprendi a amar e respeitar, até admirar a “força de viver e
recomeçar do zero.”
Um abraço a todos de Nova Friburgo e locais atingidos, Deus abençoe vocês!
Fabiosilms.

sábado, 31 de julho de 2010

Uma flor na terra seca (Reedição)



Ano de 2005. Ao fazer uma viajem  avistei da janela do ônibus algo que me chamou a atenção: Um homem cuidava de uma “Margarida cor de laranja.”
Aparentemente, algo normal não é?!
Mas o que me surpreendeu, foi ver que toda terra em volta da planta estava árida e feia. E mais, só avia aquela planta naquele "pedaço de chão!"
Me veio logo uma "pergunta no coração": Como então esta pequena plantinha tão frágil e só, poderia estar tão viva e vistosa?
Logo depois, vi um homem com uma mangueira de água. Enfim: "Desvendado o mistério!"
Comecei então a imaginar o quanto aquele homem havia se dedicado para que ela atingisse aquela forma saudável.
Senti então que Deus queria me mostrar algo através daquela cena.
Acredite, não existe coincidência para Deus!
Aprendi que nosso Pai eterno também age assim.
Parece algo tão insignificante, mas Ele nos fala  as vezes da forma mais simples!
Tudo começa com a visão. Deus não olha para nós de forma superficial como o ser humano.
Mas, quando olha para nossa vida,  talvez como “terra seca e morta,” enxerga uma bela e vistosa árvore no futuro!
As dificuldades do viver tendem a nos afastar do nosso criador. Começamos a viver nossas vidas esquecendo Dele. É uma tendência natural.
Mas quando nos submetemos aos seus cuidados, Deus nos trata como aquele homem dedicado:
Trata nossa terra (alma), planta em nossa vida (sementes de vida), e cuida com seu infinito amor até que cresçamos e frutifiquemos.
Sua palavra nos diz:

“E a terra seca se tornará em lagos, e a terra sedenta em mananciais de águas; e nas habitações em que jaziam os chacais, haverá ervas com canas e juncos”
(Is 35:7) 


Fonte: Bíblia on-line Versão Almeida Corrigida e Revisada


Link: http://www.bibliaonline.com.br/acf/is/35


                       Acredite nisso meu querido, (minha querida) Ele nos ama!


Obs.: Essa postagem não fala de religião (em si), mas do amor de Deus para conosco ok?

                
 Muito obrigado por estar aqui e um grande abraço!